Segurança ofensiva para ambiente industrial e OT.
Em chão de fábrica, o risco não é vazamento de dado: é parada de linha, perda de lote e segurança de pessoas. Testamos a fronteira entre TI e OT com a premissa de que produção não pode parar.
A fronteira que virou o ponto fraco
Durante décadas o ambiente industrial foi protegido por isolamento físico. Essa separação praticamente não existe mais: manutenção remota de fornecedor, coleta de dado para indicador de produção e integração com o ERP abriram caminhos permanentes entre a rede corporativa e o chão de fábrica. O atacante quase nunca entra pelo controlador — entra pelo escritório e caminha até ele.
- O acesso remoto de fornecedor costuma ser permanente, amplo e pouco monitorado.
- Controladores industriais foram projetados para confiabilidade, não para autenticação.
- A janela de parada para aplicar atualização é rara e disputada com a produção.
- Um incidente pode ter consequência física, e não apenas financeira ou reputacional.
O que testamos em ambiente industrial
O foco é o caminho entre o mundo administrativo e o mundo que controla máquina — e o quanto ele é realmente estreito.
Testamos se as camadas de rede realmente isolam: o que um acesso obtido no ambiente corporativo alcança em direção à zona de controle.
Túneis de manutenção, jump hosts e credencial compartilhada de integrador — vetor recorrente e o mais frequentemente subestimado.
Estações de operação e servidores de supervisão: autenticação, atualização, exposição de interface e integridade do que é exibido ao operador.
Fluxo de dado do chão de fábrica para ERP e indicadores, incluindo conectores que atravessam a fronteira em ambos os sentidos.
Cobertura, autenticação e isolamento de redes usadas por coletores, empilhadeiras e dispositivos móveis dentro da planta.
Contas administrativas compartilhadas, controle de acesso a sala técnica e portas que levam direto ao equipamento.
Referência técnica e dever legal
Usamos referência específica de ambiente industrial, e não apenas o arcabouço de TI corporativa.
- Normas de segurança industrial
- Trabalhamos com o conceito de zonas e condutos, referência consolidada para segmentar ambiente de automação, e reportamos os achados nesse vocabulário.
- Segurança de pessoas
- Qualquer achado com potencial de afetar sistema instrumentado de segurança é tratado em separado, com comunicação imediata, fora do fluxo normal de relatório.
- LGPD onde aplicável
- Controle de acesso, biometria e monitoramento de colaborador envolvem dado pessoal, inclusive sensível. Esse recorte entra quando existe na planta.
- Continuidade operacional
- Traduzimos achado técnico em risco de parada e de perda de lote, que é a linguagem em que a diretoria industrial decide investimento.
Como conduzimos sem parar a produção
Regra de ouro definida antes
Nada que toque diretamente controlador ou sistema instrumentado de segurança recebe teste ativo. Isso é acordado por escrito antes de qualquer atividade.
Ataque a partir de TI
O engajamento normalmente parte do ambiente corporativo e mede até onde conseguimos avançar em direção ao OT. É o cenário real da maioria dos incidentes.
Observação passiva no OT
Dentro da zona de controle privilegiamos análise passiva e revisão de configuração, sem injetar tráfego que possa confundir um controlador.
Correção compatível com parada
O plano separa o que dá para corrigir sem parar linha do que exige janela de manutenção, para que a recomendação seja executável de verdade.
O que você recebe
- Relatório executivo em risco de parada
- Relatório técnico reproduzível
- Mapa de zonas e condutos observados
- Análise do acesso remoto de fornecedores
- Classificação CVSS justificada
- Plano de correção por janela de manutenção
- Reteste dos achados corrigidos
- Carta de atestado do engajamento
Perguntas frequentes do setor
Existe risco de o teste parar a linha de produção?
+
O engajamento é desenhado para que não exista. Controlador e sistema instrumentado de segurança ficam fora de teste ativo por regra, definida por escrito antes de começar. Dentro da zona de controle usamos análise passiva e revisão de configuração. O teste ativo acontece do lado corporativo, que é de onde parte o ataque real.
Vocês testam PLC e SCADA diretamente?
+
Diretamente e de forma agressiva, não. Avaliamos exposição, autenticação, versão e segmentação, e demonstramos o alcance que um invasor teria a partir do ponto que conseguimos. Quando existe laboratório ou réplica, aí sim aprofundamos o teste ativo, porque não há risco de consequência física.
O acesso remoto dos nossos integradores entra no escopo?
+
Entra, e recomendamos fortemente que entre. É o vetor mais frequente e o menos revisado: túnel permanente, credencial compartilhada entre técnicos e permissão bem mais ampla do que a manutenção exige. Costuma render os achados de maior impacto do engajamento.
Como vocês reportam risco para uma diretoria industrial?
+
Em linguagem de operação. O relatório executivo traduz o achado técnico em risco de parada, perda de lote e impacto sobre segurança de pessoas, com plano de correção separado entre o que exige janela de manutenção e o que não exige. A camada técnica detalhada vai em documento próprio.
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