Segurança ofensiva para telecom e provedores.
Operadora e provedor carregam uma responsabilidade incomum: quando a infraestrutura falha, falha o meio pelo qual todo mundo se comunica. Testamos do portal do assinante ao core, passando pelo equipamento que está na casa do cliente.
Por que operadora é alvo de alto valor
Quem compromete uma operadora não ganha só acesso a uma empresa: ganha posição privilegiada sobre o tráfego, a identidade e a localização de toda a base de assinantes. É por isso que o setor atrai desde fraude de consumo até atores com motivação estratégica, com paciência e recursos para operações longas.
- A posição na rede dá acesso potencial a comunicação e metadado de toda a base.
- Troca de SIM e sequestro de número transformam a operadora em vetor de fraude bancária.
- O parque de CPE em campo é grande, heterogêneo e difícil de atualizar.
- A interconexão com outras operadoras cria confiança entre redes que você não administra.
O que testamos numa operadora
Percorremos a jornada do assinante e a jornada do pacote, procurando onde o controle deixa de existir.
Área do assinante, aplicativo e central: autorização por objeto, troca de titularidade, segunda via e os fluxos que levam a troca de SIM.
Provisionamento, faturamento e gestão de assinatura. Verificamos se um perfil consegue alterar plano, crédito ou serviço fora da sua competência.
Exposição de elementos de rede, isolamento entre plano de controle e de usuário, e o que um acesso na borda alcança em direção ao núcleo.
Roteador, ONU e set-top box: credencial padrão, interface de gestão exposta, atualização de firmware e canal de provisionamento remoto.
Peering, integrações com parceiros de conteúdo e revendas — confiança estabelecida entre redes que costuma ser menos verificada.
Segmentação entre rede corporativa e rede de serviço, e o caminho de um acesso administrativo até sistemas que tocam o assinante.
Evidência para o dever regulatório
O setor responde a exigências de continuidade, sigilo e proteção de dado. O relatório é escrito para servir a esse conjunto.
- Sigilo das comunicações
- Existe proteção legal sobre conteúdo e metadado de comunicação. Qualquer caminho que permita acesso indevido a esses registros é tratado como achado de gravidade máxima.
- LGPD
- Base cadastral, registro de conexão e localização são dado pessoal, parte deles sensível. Documentamos exposição de titulares e a rota técnica do vazamento.
- Continuidade do serviço
- Regulação setorial cobra disponibilidade e plano de contingência. Apontamos onde uma falha de segurança se converte em indisponibilidade.
- Guarda de registros
- Há obrigação de guardar determinados registros com integridade. Testamos se eles podem ser alterados ou apagados por quem não deveria conseguir.
Como conduzimos sem afetar assinante
Separação de ambientes
Definimos com clareza o que é rede de produção com tráfego de assinante e o que é laboratório. O core só recebe teste ativo em réplica ou com autorização específica.
Amostragem de CPE
Testamos amostra representativa do parque em bancada, e não equipamento em casa de cliente, medindo o que seria explorável em escala.
Cenário de fraude
Reproduzimos o caminho do fraudador em troca de SIM e alteração cadastral, com contas de teste, para medir onde o processo realmente segura.
Correção e reteste
Priorizamos pelo que atinge base de assinante primeiro, acompanhamos a correção e retestamos antes da versão final.
O que você recebe
- Relatório executivo orientado a risco
- Relatório técnico reproduzível
- Análise de exposição do parque de CPE
- Classificação CVSS justificada
- Cenários de fraude de assinatura testados
- Priorização por alcance na base
- Reteste dos achados corrigidos
- Carta de atestado para auditoria
Perguntas frequentes do setor
O teste pode causar indisponibilidade para assinantes?
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Não, e a arquitetura do engajamento existe para garantir isso. Elementos de core e sistemas com tráfego real de assinante só recebem teste ativo em réplica ou mediante autorização escrita e janela específica. Mantemos canal aberto durante toda a execução para interromper qualquer atividade em segundos.
Como testam CPE sem mexer no equipamento do cliente?
+
Em bancada. Trabalhamos com amostra representativa dos modelos do seu parque, fornecida por você, e avaliamos credencial padrão, interface de gestão, firmware e canal de provisionamento. O que interessa é o que seria explorável em escala, e isso se demonstra em laboratório.
Vocês testam fraude de troca de SIM?
+
Sim, e costuma ser um dos escopos mais reveladores. Reproduzimos o caminho completo do fraudador com contas de teste: engenharia social no atendimento, fluxo de autoatendimento e alteração cadastral. O objetivo é medir onde o processo segura de fato, e não apenas onde o sistema valida.
O relatório atende exigência de auditoria regulatória?
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É escrito para isso. Vem em camada executiva, em linguagem de risco e continuidade, e camada técnica com reprodução passo a passo. Emitimos carta de atestado do engajamento, que costuma ser o documento aceito por auditoria e por parceiros de interconexão.
Serviços aplicados a este setor
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